segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ENVELHECER É QUESTÃO DE TRANSPARÊNCIA!



Envelhecer é questão de transparência!

É preciso saber envelhecer. A idade mais bela não é a idade do adolescente ou 
do jovem ou do adulto ou do idoso. Não. A idade mais bela é aquela em que
estamos. O tempo que vivemos é um grande tesouro.
Sem o tempo, nada há de grande, nada de profundo.
Nem a amizade, nem a fidelidade. Devemos ver o tempo com muita normalidade. 
Sabemos que ele passa. No dia em que nascemos já começa o nosso
envelhecimento. O tempo passa. Só a eternidade não passa. 
O tempo, à nossa disposição, deve ser bem empregado, sem ânsia nem aflição 
É preciso dar tempo ao tempo....Na medida em que nos tornamos mais idosos, a
grande tentação não é só medir o tempo. É também referir-nos constantemente 
ao passado. “No meu tempo” é a expressão mais freqüente em nossa boca
e em nosso espírito. Aquele, sim, era tempo bom!
Acontece, porém, quem também naquele nosso tempo havia pessoas idosas que, 
igualmente, lembravam os bons tempos que tinham vivido e, assim, elas não
eram muito entusiastas do nosso tempo, como nós, hoje, não somos muito 
entusiastas do nosso tempo atual. O melhor é não viver da saudade do passado.
O idoso não pode se entregar. Colocar o seu pijama, sentar-se em sua espreguiçadeira, 
ler o jornal ou ver TV o dia todo. O idoso necessita expandir-se criativamente. 
Ele está passando para uma etapa de vida plena de sabedoria existencial 
e pode dar muito ainda à sociedade. O idoso não pode sentir sua vida sem sentido. 
Esgotada certa força de trabalho, ele não é um alguém que não assume seu papel. 
A aposentadoria não é um favor ou uma esmola. Ela é uma
obrigação da sociedade para quem tanto serviu. Na velhice, temos que cuidar para não 
perdermos a nossa identidade. Somos gente, e continuamos a ser gente. Há
muitas maneiras de envelhecer, mas não podemos abdicar das nossas capacidades de ser e de 
agir. A nossa vida não pode se tornar uma espécie de morte. O ideal é que a pessoa
morra vivendo e não viva morrendo, entregando-se a cada instante ao tédio e à morte. 
É necessário “curtir” cada instante, extraindo dele todo o suco da vida. É preciso saber
começar sempre de novo. Cada etapa tem seu tempo. Tempo de silêncio – 
A idade do idoso também é tempo do silêncio Tempo de despojamento – Aos poucos, 
desapegamos-nos de muitas futilidades, de muitos pormenores, de rancores,
lamúrias, sofrimentos. É o tempo de perdão. Sentimos mais profundamente a nossa 
Kénose, a necessidade de nos despojarmos.
Com o crescer dos anos, corremos o risco de nos tornarmos um bloco de granito. 
Duros. Impermeáveis. Imutáveis. Não temos mais nada a aprender dos jovens.
Fechamo-nos. Nossas idéias, como ficam? Os nossos gostos?
As pessoas amigas?
É preciso transformar o bloco de granito em bloco de cristal. Devemos ser transparentes. 
Envelhecer é questão de transparência!

By: Ψ Tereza


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